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Cérebro, emoções e percepção

Espetáculo baseado em autobiografia de neurocientista discute até que ponto a tecnologia pode limitar os sentidos humanos

agosto de 2013
Renato Mangolin
Aos 37 anos, a neuroanatomista Jill Taylor sofreu um derrame que comprometeu parte significativa do hemisfério esquerdo de seu cérebro, afetando a linguagem e o raciocínio. Por outro lado, sentiu que habilidades como empatia e intuição pareciam cada vez mais aprimoradas e foram essenciais para os oito anos que se passaram até sua total recuperação. Relatada na autobiografia, A cientista que curou seu próprio cérebro (Ediouro, 2008), a redescoberta de sua criatividade e da capacidade de analisar situações de perspectivas menos objetivas foi uma das inspirações para o texto de Philodendrus, em cartaz no Rio de Janeiro.

Dois cientistas, interpretados por Felipe Abib e Fabrício Boliveira, discutem possíveis relações entre a sensibilidade das plantas (que captam e reagem aos estímulos do ambiente) e o modo como o pensamento intuitivo se processa no cérebro – e como nosso estilo de vida atual não é propício a exercitá-lo. Em linguagem corporal cênica que não raro dispensa palavras, o espetáculo propõe uma questão interessante: até que ponto a tecnologia e a “civilização” nos afastam da natureza e limitam nossa percepção?

Philodendrus. Teatro Municipal do Jockey. Avenida Bartolomeu Mitre, 1110, Gávea, Rio de Janeiro. Sexta, sábado e domingo, às 21 h. R$ 20. Informações: (21) 3114-1286. Até 18 de agosto.

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