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Cérebro no ringue

maio de 2008
© PETUR ASGEIRSSON/123RF
O boxe parece ser menos perigoso para o cérebro do que se pensava, concluiu um estudo feito por cientistas da Universidade de Heidelberg, Alemanha, publicado pelo American Journal of Neuroradiology. O tema sempre faz lembrar o boxeador americano Muhammad Ali, que se aposentou em 1984 quando descobriu que tinha a doença de Parkinson. Até hoje, há controvérsias sobre a influência do esporte no desenvolvimento da patologia.

Para verificarem essa possível relação, pesquisadores alemães estudaram 42 boxeadores amadores, submetendo-os à ressonância magnética funcional depois de uma luta. Apenas três deles tiveram micro-hemorragias cerebrais. Nos 37 voluntários do grupo de controle nenhum tipo de alteração foi verificada. Segundo os autores, esses pequenos sangramentos podem ser um fator de risco para doenças neurodegenerativas. Embora a diferença entre os dois grupos não seja significativa, nos três indivíduos afetados as lesões se concentraram nos lobos frontal e lateral, os mais atingidos pelos golpes. Os pesquisadores estão se preparando para replicar o estudo com boxeadores profissionais.