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Universidade de Washington |
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(Agência USP de Notícias) − De uma pequena vespa que não ultrapassa 5 mm de tamanho, a Polybia occidentalis, conhecida como “marimbondo estrela”, cientistas conseguiram extrair uma substância (peptídeo) que pode ser duas vezes mais potente que a morfina no controle da dor.
No Laboratório de Neurobiologia e Peçonhas, do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto (FFLCRP), testes realizados com animais de laboratório comprovaram que o peptídeo Treonina-6 Bradicinina (T6Bk) tem efeito eficaz no controle da dor.
De acordo com o professor Wagner Ferreira do Santos, a bradicinina é um modulador que tem vários efeitos fisiológicos nos estados de dor, como a permeabilidade em vasos sangüíneos, por exemplo. “Os testes são um excelente subsídio para melhor entender os mecanismos da dor”, conta o pesquisador. No laboratório, os cientistas utilizaram dois conhecidos padrões para estudo da dor relacionada a hipertermia, o hotplate (placa quente) e o tailflick (teste de retirada da cauda). O peptídeo foi injetado diretamente no cérebro dos animais para que fosse comparada a resistência à dor. A substância fez efeito e os ratos apresentaram maior resistência. A T6Bk, segundo o pesquisador, pode estar atuando receptores do tipo B2 para bradicinina, cujo mecanismo ainda permanece por ser entendido. |