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10 de julho de 2007
Cigarro ameaça virilidade
Estudos mostram relação entre tabagismo e disfunção erétil
 
(Agência Notisa) − Interessados em avaliar se há, de fato, associação entre tabagismo e disfunção erétil (DE), pesquisadores da Austrália avaliaram 8.367 homens com idade entre 16 e 59 anos e concluíram que quanto maior o número de cigarros consumidos por dia, maior a possibilidade de DE. "Em contraste, consumo moderado de álcool (1 a 4 doses por dia) reduziu significativamente a possibilidade de ter disfunção erétil", afirmam os autores em artigo publicado na revista Tobacco Control.

"A disfunção erétil foi identificada em homens que relataram dificuldades em manter a ereção, um problema que persistiu por pelo menos um mês ao longo do último ano", relatam os pesquisadores. As variáveis, examinadas na análise incluíram idade, educação, presença de doença cardiovascular e diabetes, além de consumo freqüente de álcool e tabaco.

"Pelo menos um homem em cada 10 dos que responderam (9,1%) relataram disfunção sexual que durou pelo menos um mês ao longo do último ano. Mais de um quarto (27,2%) dos participantes eram fumantes, com 20,9% fumando 20 ou menos cigarros por dia e 6,3% fumando mais de 20 cigarros por dia." Os pesquisadores apontam, ainda, que fatores como idade avançada, baixo nível de educação e tomar medicações para doença cardiovascular também estavam independente e positivamente associados à disfunção erétil. Os resultados do estudo, na opinião dos autores, mostram que os programas de promoção de saúde podem utilizar "a conexão entre tabagismo e disfunção erétil para ajudar a reduzir os níveis de tabagismo entre homens".

A relação positiva entre tabagismo e DE, ao contrário do consumo de álcool, apontada no estudo australiano coincide com uma pesquisa brasileira publicada em setembro de 2004, na "Revista Brasileira de Medicina" em que foram entrevistados 71.503 pacientes de 380 cidades diferentes, localizadas em 23 estados do país. De acordo com o artigo, "atividade física e consumo de bebida alcoólica foram os hábitos de vida associados a menor prevalência de DE, enquanto tabagismo e sedentarismo estiveram associados a maior freqüência de DE". Segundo os próprios autores, "este é o maior estudo epidemiológico sobre DE já realizado no Brasil e, até onde nos é dado saber, o que reuniu a maior amostra no mundo".
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