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Com 6 meses, bebês já distinguem fisionomias

setembro de 2005
Psicólogos mediram a demora com que crianças observavam rostos que nunca tinham visto.

Para bebês, aprender algo novo - por exemplo, uma língua - é literalmente uma brincadeira de criança. No entanto, como bem sabem os alunos que sofrem com exercícios de gramática e vocabulário, essa capacidade invejável se enferruja com o tempo: recém-nascidos conseguem perceber a diferença até mesmo entre os sons de uma língua nunca ouvida; em compensação, crianças com 1 ano de idade conseguem decifrar apenas os tons já conhecidos de sua língua materna.

Os bebês também se revelaram muito espertos no reconhecimento de fisionomias, como demonstrou um grupo de psicólogos liderados por Olivier Pascalis, da Universidade de Sheffield. Os pesquisadores estavam interessados em testar em que medida os bebês conseguiam diferenciar traços da fisionomia de animais de outra espécie. Psicólogos testaram a capacidade de 16 meninos de 6 meses. Por três meses, os pesquisadores lhes apresentaram três vezes por semana, durante dez minutos, várias fotos de macacos-de-gibraltar.

Após o treinamento, vieram os testes: entre retratos de macacos desconhecidos, surgiam outros de macacos já vistos pelas crianças. Os pesquisadores registraram o movimento dos olhos dos bebês: os bebês observam mais demoradamente uma imagem nova. Resultado: as crianças testadas conseguiram diferenciar os animais com bastante acuidade.

(PNAS 102(14), 2005, pág. 5297)