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Com misto de fantasia e realidade, peça aborda morte e perda no universo infantil

No enredo, o protagonista passa por diversas etapas do luto após perder o pai

abril de 2014
Divulgação/ Foto: Cristina Froment.
Léo é um garoto de 8 anos e seu primeiro contato com a morte é o falecimento do pai. Ao perder seu companheiro de empinar pipas, Léo se sente, principalmente, confuso. Como processar a ideia de finitude com tão pouca idade? 

Ao ganhar um livro de História que pertenceu ao pai, o protagonista desenvolve uma paixão pela leitura. É então que, através da imaginação, ele passa a elaborar a perda, encontrando e conversando com personagens históricos como o rei Ricardo Coração de Leão e o cientista Benjamin Franklin. Através da história, Léo mistura fantasia e realidade enquanto atravessa várias etapas do luto: nega a perda, se revolta, se sente culpado e se retrai.

Com texto e direção de Cleiton Echeveste, a peça completa dois anos em cartaz e já conquistou 13 prêmios nacionais de teatro. O espetáculo infantil permite que o espectador acompanhe o amadurecimento de Léo e propõe uma sensível reflexão sobre a morte, a vida e a importância da fantasia para sublimar traumas. 

Cabeça de vento. Teatro Gláucio Gill. Praça Cardeal Arcoverde, Copacabana, Rio de Janeiro. Informações: 2332-7970. Sábados e domingos, às 17h. R$ 30. De 3 de maio à 1º de junho.