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Como funciona a cegueira de escolha

Pesquisadores estudam o fenômeno que faz com que acreditemos ter tomado uma decisão contrária à definida

maio de 2015
Susana Martinez-Conde e Stephen L. Macknik
SHUTTERSTOCK

Por favor, escolha uma dessas duas maçãs. Suponhamos que você apanhou a verde. Pode não acreditar se quiser, mas há meios muito sutis e eficazes de você ser convencido de que optou pela vermelha. Pesquisadores da Universidade Lund, na Suécia, estudaram profundamente o fenômeno da cegueira de escolha. O trabalho revela que de fato podemos ser levados a pensar que optamos por outra coisa – e até mesmo a justificar o que nem sequer decidimos. Em 2013, eles pediram a alguns voluntários que compartilhassem suas intenções de voto em uma pesquisa. Com a ajuda de um tablet secretamente manipulado, os cientistas trocaram as respostas dos entrevistados com pessoas do campo político oposto. Surpreendentemente, quando os pesquisadores apresentaram esses argumentos contrários como se fossem dos próprios participantes, 92% aprovaram e aceitaram os pontos de vista alterados. Muitos prosseguiram o raciocínio e explicaram os motivos das suas “escolhas”, o que sugere que grande parte de nossas análises racionais para tomar decisões cotidianas pode estar enraizada no autoengano.

Leia o texto completo: "O jogo dos sete erros" da edição de maio de 2015 de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmentohttp://bit.ly/1DKrwmD

 

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