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Como o cérebro interpreta luz e cor

É feito um contraste entre a claridade e os tons dos objetos ao redor, criando a cor que você vê

fevereiro de 2015
Edward H. Adelson M.I.T.
Ao lado, os quadrados a e b exibem a mesma tonalidade de cinza. Difícil acreditar? Basta recortar as duas figuras e colocá-las lado a lado para comprovar. Esse truque visual, criado pelo cientista da visão Edward H. Adelson, do Massachusetts Institute of Technology, ocorre porque nosso cérebro não processa diretamente cores reais e claridade dos objetos: ele compara essas qualidades com a de outros materiais a seu redor. Por exemplo, o mesmo quadrado cinza ficará mais claro quando rodeado por outros pretos do que quando estiver cercado por formas brancas. Isso também ocorre ao lermos um livro em um ambiente com iluminação artificial: a quantidade de luz refletida pelo espaço branco da página seria menor que a refletida pelas letras pretas caso a leitura estivesse sendo feita com ajuda da luz do sol. No entanto, o cérebro desconsidera os níveis de luz “real”: as letras são interpretadas como pretas em ambas as condições de iluminação, pois permanecem mais escuras que o restante da página. 

 

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