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28 de abril de 2009
Como os adolescentes se encontram
Exames de neuroimagem revelam que a preferência dos jovens por conviver com pessoas da mesma idade pode ser resultado de mudanças na anatomia do cérebro que influem na consciência de si mesmo
 
© Jacob Wackerhausen/iStockphoto
Não é novidade que adolescentes tendem a formar grupos e a buscar outros para conviver. Tanto que, quando isso não ocorre e o jovem se isola, esse comportamento chama a atenção pais e educadores e os preocupa. Agora, estudos que utilizam neuroimagem revelam que a predileção por pessoas da mesma faixa etária está relacionada a alterações na anatomia cerebral. Esses achados podem dar pistas de como o senso de si mesmo se desenvolve.

Uma forma de construir a autoconsciência é refletir sobre como as pessoas nos percebem, um conceito que os alguns psicólogos chamam de “o self através do vidro”. Para ver como adolescentes reagiam ao que as pessoas pensavam deles, os pesquisadores pediram a meninas, de 10 a 18 anos, que imaginassem situações envolvendo observadores que causariam lhes culpa ou vergonha. Por exemplo: você estava discretamente cutucando o nariz, mas seu amigo a viu.

Os neurocientistas cognitivos Sarah-Jayne Blakemore, da Universidade de Londres, e seus colegas descobriram que, quando comparados com cenários descrevendo emoções básicas, que não envolviam a opinião de outros, como medo ou repulsa, garotas utilizavam mais uma região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal medial (CPFM) dorsal do que as mulheres adultas, em cenários similares. Essa área e uma das últimas a se desenvolver antes da vida adulta, e conhecida por ficar ativa quando adultos pensam em si mesmos, em outros ou, até mesmo, em traços de personalidade de animais.
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