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09 de abril de 2009
Conexões regeneradas
 
Cientistas americanos conseguiram obter pela primeira vez a regeneração de um tipo de fibra nervosa necessária para o movimento voluntário e fundamental para a ligação entre o cérebro e a medula espinhal. A regeneração foi demonstrada em ratos e está descrita em artigo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. “Essa descoberta estabelece um método para regenerar um sistema de fibras neurais chamadas de axônios motores corticoespinhais. Restaurar esses axônios é um passo essencial para que um dia seja possível fazer com que pacientes recuperem movimentos voluntários após terem sofrido lesões na medula espinhal”, disse Mark Tuszynski, diretor do Centro de Recuperação Neural da Universidade da Califórnia em San Diego, um dos autores do estudo.

O trato corticoespinhal é uma coleção imensa de axônios, prolongamentos de uma célula nervosa por onde são transmitidos, entre o córtex cerebral e a medula espinhal, os sinais responsáveis pelos movimentos voluntários. Tais movimentos ocorrem por meio da ativação de um neurônio motor superior, localizado no lobo frontal do cérebro, cujo sinal é transmitido pelo axônio para um neurônio motor inferior, que se encontra na medula. O neurônio inferior, por sua vez, envia seu axônio para as células musculares. Em medulas espinhais lesionadas, os axônios presentes no trato corticoespinhal são danificados, de modo que os neurônios inferiores não conseguem se conectar com o cérebro. “Pesquisas anteriores mostraram regeneração de outros sistemas de fibras nervosas que contribuem para os movimentos, mas não conseguiram obter regeneração convincente do sistema corticoespinhal”, disse Tuszynski. Segundo ele, isso teria ocorrido pela capacidade limitada de os neurônios corticoespinhais acionarem genes que permitem a regeneração após as lesões. Sem regeneração de tais axônios, dificilmente será possível conseguir uma recuperação funcional em tais casos, afirma.
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