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setembro de 2004
Cortesia do Proceedings of the National Academy of Sciences
Todo o mundo sabe que o amor é cego - mas uma bela capacidade de associação também pode turvar nossa visão de vez em quando. É o que indicam dados obtidos por Mark Jung-Beeman e colegas da Northwestern University, em Evanston, Estados Unidos.

Os neuropsicólogos propuseram diversas "charadas" a um grupo de pessoas. A seqüência de palavras "caixa", "selo" e "portador", por exemplo, deveria ser completada com uma quarta, compatível com as três primeiras - nesse caso, a palavra "carta".

No eletroencefalograma (EEG) dos "charadistas", ondas gama de alta freqüência apareceram 350 milissegundos antes da resposta, e mais exatamente sobre o lobo temporal direito - importante para a memória de longo prazo.

Mas, um segundo e meio antes da resposta em si, verificaram-se lentas ondas alfa também, inibidoras do processamento visual. "Ao que tudo indica, na resolução do problema, o cérebro bloqueia as impressões visuais no hemisfério direito", afirma Jung-Beeman. Portanto, abram bem os olhos da próxima vez que atravessarem a rua pensativos.