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Consumir álcool pode ser mais perigoso para mulheres

Pesquisas demonstram que ingestão aumenta o risco de câncer de mama

fevereiro de 2011
© Ivanova Ingá/Shutterstock
Cada vez mais o consumo excessivo de álcool tem sido associado ao aparecimento de diversos tipos de câncer. Novas pesquisas demonstram que o perigo pode estar até mesmo em quantidades consideradas irrelevantes. Uma revisão bibliográfica feita pelos médicos Peter Boyle, presidente do Instituto Internacional de Pesquisa em Prevenção, na França, e Paolo Boffetta, professor da Escola de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos, e publicada na revista Breast Cancer Research aponta que mesmo a ingestão definida como moderada (10 gramas por dia) pode ser prejudicial. Segundo levantamento, a dosagem equivale a menos de uma lata de cerveja ou uma taça de vinho, por exemplo, e aumenta em 7,1% o risco de desenvolver câncer de mama. Para chegar a essa conclusão os cientistas cruzaram dados de 53 estudos epidemiológicos, comparando 58.515 pessoa doentes com 95.067 saudáveis.


Apesar de o processo fisiológico que eleva esse risco ainda não ser conhecido, especialistas apontam algumas hipóteses. O médico Luiz Gebrim, diretor do Hospital Estadual Pérola Byington, em São Paulo, acredita que uma causa provável é o fato de o álcool atrapalhar a forma como o fígado metaboliza os hormônios: “Se o órgão passa a ser bombardeado com a substâncial, ele não dá conta de eliminar o estrogênio. E o excesso contínuo deixa a mama mais suscetível ao surgimento de células malignas”. Ronaldo Correa, médico e técnico da Divisão de Atenção Oncológica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), concorda com a suposição e acrescenta que alguns produtos das enzimas responsáveis por eliminar o álcool do organismo podem prejudicar a mama.