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Consumo de álcool na adolescência pode prejudicar a memória e a aprendizagem

Pesquisa avalia os danos cognitivos que a bebida causa quando consumida na juventude

agosto de 2015
SHUTTERSTOCK

O desenvolvimento cognitivo não está completamente finalizado na adolescência. Nessa fase muitas áreas do cérebro como o cerebelo, o lobo temporal e o frontal ainda estão refinando suas funções. O abuso do álcool nessa delicada etapa da vida apresenta riscos elevados de disfunção cognitiva, especialmente por poder causar danos irreversíveis de função cerebral a longo prazo.

Essa é uma das conclusões da pesquisa “Exposição alcoólica intermitente na adolescência: persistência de anormalidades estruturais e funcionais do hipocampo na idade adulta (Adolescent Intermittent Alcohol Exposure: Persistence of Structural and Functional Hippocampal Abnormalities into Adulthood). O estudo desenvolvido porcientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos,foi realizado em ratos, mas os autores acreditam que os prejuízos no cérebro humano sejam semelhantes. Durante os experimentos, os especialistas mediram, principalmente, as alterações em áreas associadas ao aprendizado e à memorização. Técnicas usadas para explorar as propriedades elétricas, químicas, anatômicas e imunológicas das células permitiram a comparação de dois grupos de animais: os que ingeriram álcool durante a adolescência e os que não consumiram a substância.

Os resultados da pesquisa comprovaram que espécimes adultos que consumiram bebida alcoólica quando jovens têm tendência a desenvolver anormalidades estruturais e funcionais, como alterações de plasticidade e maturação de células e sinapses. Assim, as capacidades de assimilação, fixação e memorização de novos conteúdos na vida adulta são prejudicadas.

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