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Notícias |
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| 03 de março de 2008 |
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| Cores exuberantes estimulam a imaginação |
| Obra de Lizárraga, tetraplégico desde os anos 80, mostra fronteiras entre linguagem e percepção |
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Divulgação |
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| Obra Teodolito, de 2007 (Série Janelas), em acrílico sobre tela |
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No cotidiano, não nos damos conta da complexidade envolvida em cada gesto que fazemos ou imagem que vemos. Mas o tempo todo somos convocados a transformar estímulos e impressões em fatos de linguagem. Cabe ao cérebro a tarefa ininterrupta de decodificá-los, criando categorias (ou representações mentais), que, sincronizadas entre si, transformam-se em percepções: sensações passíveis de se tornar realidade apreensível para o sujeito por meio de etapas simbólicas de organização e interpretação.
Em geral, esse processo de decodificação do registro sensível para o lingüístico ou intelectual ocorre de modo automático, quase à nossa revelia. Toda a exuberância desse processo se revela, por exemplo, no ato criativo (por meio da técnica, dos recursos formais e da exploração das figuras de linguagem, como as metáforas), nos fenômenos sinestésicos (capacidade mental em que o estímulo de um sentido leva à percepção de outro) ou em situações-limite (na emergência de perigo ou de perdas funcionais, motoras ou neurológicas). A produção madura do argentino naturalizado brasileiro Antonio Lizárraga, em exposição no Estúdio Buck, em São Paulo, parece nos lembrar disso. |
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