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Cores que aguçam a percepção

Interferências cromáticas criam jogo lúdico e levam público a brincar com as imagens

julho de 2007
DIVULGAÇÃO
Obras que provocam os sentidos, brincam com os movimentos, desafiam a percepção espacial e aguçam o olhar. Imagens que se transformam aos olhos do espectador, em jogos de luz e cor. Assim é a arte do venezuelano Carlos Cruz-Diez.

O artista de 83 anos é um dos principais representantes dessa expressão plástica para ver de perto. Lançado na França na década de 50, o movimento cinético propõe a interação entre arte e público: para ele, as pessoas deveriam aproximar-se das peças, observá-las de diferentes ângulos e tocá-las. Vinte obras inéditas no Brasil – entre acrílicos, pinturas e projeções de vídeo – estão expostas em São Paulo.

O método criado por Cruz-Diez explora efeitos visuais e ilusão de óptica, procurando desvendar os efeitos da cor sobre o espectador. Técnicas de cromo-interferência, como a sobreposição de módulos cromáticos sobre superfícies planas, criam matizes que mudam de acordo com a distância de quem olha e revelam outros tons e diferentes profundidades.

Carlos Cruz-Diez. Até 28 de julho. Gabinete de Arte Raquel Arnaud.
Rua Arthur de Azevedo, 401.
Segunda a sexta-feira, das 10 h às 19 h.
Sábados, das 11 h às 15 h.
Tel.: 3083-6322. Entrada franca