Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Projetor cria ambientes virtuais para crianças com deficiência

Simulação propicia interações pouco acessíveis no mundo "real"

abril de 2013
Reprodução
Afundar os pés na areia ou tocar folhas e insetos em um jardim são ações aparentemente simples e cotidianas. No entanto, pessoas com limitações motoras podem passar a vida inteira sem ter experiências. “Crianças com paralisia cerebral, por exemplo, costumam ficar muito tempo em casa, ociosas, principalmente as que têm limitações mais severas. A tecnologia é muito importante para elas, pois pode mudar sua relação com o mundo e as pessoas”, observa a terapeuta ocupacional israelense Yael Press, criadora de um sistema de realidade virtual que simula ambientes onde crianças com deficiência podem fazer atividades pouco acessíveis para elas. 

“O cérebro percebe esses estímulos como “reais” e os processa, exercitando as habilidades cognitivas”, explica Yael, que adaptou um tipo de projetor desenvolvido por pesquisadores israelenses, para a abertura dos jogos olímpicos na Grécia em 2004, que permite refletir imagens do mundo físico em qualquer superfície – e interagir com elas. Por exemplo, é possível tocar conchas na imagem de uma praia ou borboletas na de um campo. Ela adaptou a tecnologia testando-a em mais de 100 pacientes entre seis e 30 anos da instituição Aleh, em Israel, que abriga jovens e crianças com deficiência. De acordo com Yael, cada vez mais pesquisadores estão enxergando o potencial terapêutico da “interação cérebro-máquina”. “Por serem de manipulação fácil e intuitiva – basta um arrastar de dedos para acessar novas informações e explorar imagens – os tablets estão ajudando crianças com dificuldades motoras e de fala a se expressarem melhor. A tendência é que cada vez mais terapeutas as usem para se comunicar melhor com seus pacientes”, diz.

Leia mais:

Paralisia cerebral e qualidade de vida

Inaugurado no Rio o maior centro de neuroreabilitação da América do Sul