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Debate sobre tratamento psicanalítico para crianças e bebês

Promovido pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), evento reúne psicanalistas para discutir como detecção e intervenção precoces ajudam a prevenir transtornos psíquicos na vida adulta

novembro de 2013
Divulgação
É possível amenizar os sofrimentos psíquicos de um bebê? Como intervir com cuidado e consistência em situações de risco para o bebê e seus pais? Essas e outras questões centrais ao desafio de enfrentar o aumento no número de casos de pessoas com sofrimento psíquico atualmente, incluindo autismo, estarão em debate no painel que o Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza sábado, 23 de novembro, com o tema “Detecção precoce de risco e sofrimento psíquico: possíveis intervenções”.

O evento destacará, entre outros pontos,como o acompanhamento de inúmeros bebês e suas famílias por uma rede de cuidados iniciais, incluindo os cuidados do psicanalista, tem demonstrado como se pode favorecer vias alternativas e singulares tanto para o desenvolvimento físico – em momento de maior maleabilidade neural – quanto para a construção psíquica em situações de vulnerabilidade.

Segundo Eloísa Lacerda, da Clínica Interdisciplinar do Laço, e Maria Eugênia Pesaro, do Lugar de Vida, ambas integrantes do MPASP e responsáveis pela coordenação da mesa, “a experiência da psicanálise demonstra que a detecção precoce de sofrimento físico e psíquico pode ser fundamental tanto para a organização do vínculo mãe-pai-bebê quanto para a promoção da saúde não só da pequena criança mas da família, com efeitos importantes para toda a vida. É a isso que chamamos de prevenção, quando podemos oferecer ao bebê e a seus pais cuidados por meio da escuta atenta e do acolhimento do psicanalista. Os objetivos do encontro são refletir sobre iniciativas em andamento neste campo e debater ideias, dispositivos clínicos e educacionais, formas de trabalho e propostas que possam ser revertidas em ações de saúde na comunidade".

A mesa do painel de debates terá como expositores os especialistas:

1) Claudia Mascarenhas Fernandes – Doutora em psicologia clínica pela USP; especialista em psicopatologia do bebê pela Universidade Paris-Nord; membro do Instituto Viva Infância, do Espaço Moebius de Psicanálise e da WAIHM (World Association Infant Health Mental).

Tema: “Pre-Aut: exemplos de experiências de uso - Capsinho Campina Grande"

2) Leda Mariza Fischer Bernardino – Analista Membro da Associação Psicanalítica de Curitiba e do Grupo Nacional da Pesquisa IRDI; pesquisadora da Universidade Federal do Paraná.

Tema: "A construção e o uso do protocolo IRDI: uma iniciativa pioneira em detecção precoce de riscos psíquicos no Brasil a partir da psicanálise".

3) Cecília Harumi Tomizuka – Pediatra da UBS Parque Dorotéia/Organização Social Santa Catarina (SP); Mariângela Mendes de Almeida – Mestre pela Clinica Tavistock e University of East London, coordenadora do Núcleo de Atendimento a Pais e Bebês do Setor de Saúde Mental do Departamento de Pediatria da UNIFESP e membro da SBPSP; e Vera Blondina Zimmerman – Doutora em psicologia clínica, supervisora do Centro de Referência da Infância e Adolescência – CRIA, da UNIFESP, coordenadora do Projeto Bebês com sinais de risco em Saúde Mental.

Tema: “O desenvolvimento psíquico acompanhado em rede a partir da atenção primária: da sensibilização de profissionais na UBS ao acolhimento psicanalítico e multidisciplinar.”

4) Alfredo Néstor Jerusalinsky – Analista Membro da Associação Lacaniana Internacional; membro fundador da Associação Psicanalítica de Porto Alegre; Doutor em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano pela USP; Diretor Científico da Pesquisa IRDI (Indicadores clínicos de Risco psíquico para o Desenvolvimento Infantil); Assessor Científico da pesquisa para controle dos efeitos e resultados da intervenção precoce a partir da aplicação dos IRDI no IPREDE (Instituto para a Prevenção da Desnutrição Infantil – Fortaleza, Ceará); Diretor do Centro Clínico Interdisciplinar Dra. Lydia Coriat de Porto Alegre.

Tema: “A estimulação precoce é altamente significante.”