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© Robert Linton/ iStockphoto |
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Aquela sobremesa deliciosa do jantar da noite de ontem continua provocando forte lembrança? Um prato especialmente saboroso, apesar de ter sido consumido há alguns dias, ainda provoca água na boca? A ciência explica essas reminiscências do paladar. E não se trata de gula, mas de uma formação da memória, segundo resultados de uma pesquisa que será publicado ainda esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O estudo realizado por cientistas dos americanos e italianos indica que a ingestão de alimentos ricos em gordura estimula a formação de memórias de longo prazo, aquela que não desaparece rapidamente. A pesquisa se soma a um trabalho recente do mesmo grupo que havia apontado a relação entre gordura ingerida e controle do apetite e tem implicação importante no desenvolvimento de tratamentos para obesidade e outros distúrbios alimentares.
Os pesquisadores haviam identificado que os ácidos oléicos, obtidos a partir da hidrólise da gordura animal e de certos óleos vegetais, são transformados no intestino delgado em uma molécula chamada de oleoletanolamina (OEA). A OEA envia mensagens de saciedade ao cérebro e, em níveis elevados, pode reduzir o apetite e promover a perda de peso e a diminuição de níveis de triglicérides e de colesterol. |