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06 de maio de 2009
Delícias da memória
 
© Robert Linton/ iStockphoto
Aquela sobremesa deliciosa do jantar da noite de ontem continua provocando forte lembrança? Um prato especialmente saboroso, apesar de ter sido consumido há alguns dias, ainda provoca água na boca? A ciência explica essas reminiscências do paladar. E não se trata de gula, mas de uma formação da memória, segundo resultados de uma pesquisa que será publicado ainda esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo realizado por cientistas dos americanos e italianos indica que a ingestão de alimentos ricos em gordura estimula a formação de memórias de longo prazo, aquela que não desaparece rapidamente. A pesquisa se soma a um trabalho recente do mesmo grupo que havia apontado a relação entre gordura ingerida e controle do apetite e tem implicação importante no desenvolvimento de tratamentos para obesidade e outros distúrbios alimentares.

Os pesquisadores haviam identificado que os ácidos oléicos, obtidos a partir da hidrólise da gordura animal e de certos óleos vegetais, são transformados no intestino delgado em uma molécula chamada de oleoletanolamina (OEA). A OEA envia mensagens de saciedade ao cérebro e, em níveis elevados, pode reduzir o apetite e promover a perda de peso e a diminuição de níveis de triglicérides e de colesterol.
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