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Dependentes de sol

Raios ultravioleta induzem liberação de endorfinas e explicam fanatismo por pele bronzeada

maio de 2007
₢Luca Chiartano / Dreasmtime
Pessoas com antecedentes familiares de cancêr de pele parecem ser os que mais"necessitam" do bronzeado
Muitas pessoas ignoram o alerta dos médicos sobre os malefícios do excesso de exposição ao sol, principalmente o risco de câncer de pele. Pouco adianta; é o mesmo que dizer ao fumante “não fume”. De fato, há semelhanças entre a dependência de drogas e o que ocorre a quem não dispensa uma pele bem bronzeada. É o que mostra estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology por pesquisadores da Universidade de Washington.

Participaram da pesquisa quase 400 estudantes universitários que responderam a um questionário conhecido como Cage, que é comumente aplicado em pesquisas sobre dependência de álcool. Os dados indicaram que 12% do total da amostra, 18% dos jovens que relataram bronzeamento freqüente em ambientes abertos e 28% dos que admitiram ser fregueses assíduos do bronzeamento artificial obtiveram pontuação suficiente no Cage para ser classificados como dependentes químicos, sendo que o fator determinante, nesse caso, não seria uma substância, mas a luz ultravioleta. Outro resultado relevante é que pessoas com história familiar de câncer de pele parecem ser as que mais “necessitam” de uma pele constantemente bronzeada. “Sabemos que os raios ultravioleta induzem a liberação de endorfina e isso pode explicar por que é tão difícil convencer essas pessoas dos riscos que estão correndo”, diz o dermatologista Robin L. Hornung.