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05 de setembro de 2007
Desinformação dificulta uso do lítio no tratamento do transtorno bipolar
 
Divulgação
(Agência USP de Notícias) – Questionário respondido por 820 psiquiatras de todo o Brasil revela que o lítio é a primeira opção para o tratamento do transtorno bipolar, mas 71,1% deles apontam falta de informações sobre a medicação para profissionais da área de saúde mental. “A desinformação é um obstáculo para o uso do lítio”, aponta a psiquiatra Ana Taveira, autora da pesquisa.

O transtorno bipolar é uma doença caracterizada por mudanças bruscas de humor. “O lítio é utilizado nas fases de mania e depressão, além de ser indicado na manutenção”, explica Ana Taveira. “O medicamento foi escolhido por 56,1% dos médicos como primeira opção no tratamento da fase de mania, 43,6% na depressão e 75,2% na manutenção”.

“Apesar da difusão, 52,9% dos psiquiatras afirmaram que precisam se atualizar sobre o lítio e 71,1% apontaram falta de informações sobre o medicamento”, ressalta a pesquisadora. O estudo foi realizado para a dissertação de mestrado de Ana Cláudia na Faculdade de Medicina (FM) da USP. A psiquiatra integra o Grupo de Estudo de Doenças Afetivas (GRUDA), do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da FMUSP.

De acordo com Ana, o lítio está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como os exames que são necessários antes e durante sua utilização. “Entretanto, a falta de médicos atrasa a marcação de consultas, dificulta a difusão de informações e prejudica o tratamento ambulatorial do transtorno bipolar”, ressalta.
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