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Diabetes na gravidez e atraso na linguagem

janeiro de 2009
A esperança I, 1903, Gustav Klimt/ GALERIA NACIONAL DO CANADÁ, OTTAWA
Autores supõem que os altos níveis de glicose no sangue da mãe alteram a formação de áreas cerebrais do feto
Mães que tiveram diabetes gestacional têm risco duas vezes maior de ter crianças com problemas de linguagem que o restante da população. Foi o que mostrou um estudo publicado por pesquisadores canadenses na revista Pediatrics. A patologia aparece subitamente durante a gravidez e pode desaparecer ou persistir depois dela – e é mais freqüente em mulheres com mais de 30 anos e que estão acima do peso.

A pesquisa revelou que os filhos de mães que passaram por esse problema, avaliados entre os 18 meses e os 7 anos, alcançaram pontuação significativamente mais baixa em testes de vocabulário oral e de gramática em comparação às crianças nascidas de mulheres saudáveis.

Os pesquisadores trabalharam com mais de 2 mil crianças, de modo que foi possível isolar fatores relacionados ao status socioeconômico, consumo de álcool e tabaco e hipertensão durante a gravidez, que também podem prejudicar a aquisição da linguagem. Ainda não se sabe como o diabetes gestacional produz tais efeitos cognitivos, mas os autores supõem que os altos níveis de glicose na circulação sangüínea materna possam alterar o desenvolvimento de regiões do cérebro do feto.