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Diário sobre fim do namoro pode atrapalhar superação

Hábito estimula ruminação e tende a prolongar o sofrimento pós-rompimento

março de 2013
Feomarty Olga/Shutterstock
Depois de um divórcio ou separação, muitas pessoas são encorajadas por parentes ou terapeutas a manter um diário sobre seus sentimentos. No entanto, segundo estudo da Universidade do Arizona, descrever as próprias emoções logo após o término pode fazer mais mal do que bem.

Ao acompanhar 90 recém-separados por vários meses, o psicólogo David Sbarra descobriu que, em algumas pessoas, o hábito parece prolongar o tempo de luto e de aceitação do fim.

“Isso acontece particularmente com aquelas cuja escrita revela a busca por possíveis motivos de terem ‘falhado’ no casamento ou namoro. Elas esmiúçam as circunstâncias do término e outros fatores, procurando respostas”, diz Sbarra. A tendência à “ruminação”, segundo o psicólogo, é um dos fatores de risco para transtornos depressivos. Essas pessoas costumam ter ideias fantasiosas e sombrias a respeito de si mesmas e dos outros. Escrever sobre essas percepções, que são tidas por elas como absolutamente verdadeiras, pode intensificar a angústia em vez de atenuá-la.

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