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Diferenças no sono de homens e mulheres

fevereiro de 2009
© Ivan Bliznetsov/istockphoto
Um estudo realizado no Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra as diferenças importantes nos padrões de sono de homens e mulheres, o que abre novas perspectivas para o tratamento dos distúrbios de sono. A pesquisa, da qual participaram 2.365 pacientes (1.550 homens e 815 mulheres), indica que o sexo feminino leva mais tempo para adormecer. Em compensação, nelas a duração do sono profundo, também chamado sono de ondas lentas, é mais longa. Já os homens permanecem mais tempo nos estágios iniciais de sono, que são menos reparadores. Além disso, eles são muito mais afetados por distúrbios como o ronco e a apnéia (interrupção da respiração), causados possivelmente por sobrepeso ou disfunções respiratórias e musculares.

Os resultados explicam por que homens tendem a apresentar mais sonolência diurna e sugere que hormônios femininos como a progesterona tenham papel importante nos mecanismos reguladores do sono, uma vez que a análise de mulheres pós-menopausa mostrou queda na qualidade subjetiva do sono e na duração do sono profundo. O estudo indicou ainda que os homens têm índice de apnéia-hipoapneia –falha ou redução na freqüência respiratória – maior que as mulheres e que o padrão de sono também muda nas diferentes faixas etárias.

Segundo os autores, a grande novidade do estudo é a concepção de que cada sexo tem um padrão de sono diferente, o que altera a perspectiva do tratamento e pode levar à introdução de novos elementos terapêuticos, como os hormônios. (Com informações da assessoria de comunicação da Unifesp)