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Dona de casa enlouquece e cria fantasia de família perfeita

Tragicomédia retrata como o desejo frustrado pode se manifestar por meio da criação de uma realidade paralela

abril de 2012
LÍGIA JARDIM
Susan tem um casamento estável e vive com conforto. Acredita que é feliz e reluta em aceitar que o marido e o filho pouco se importam com ela. Ela passa a fantasiar uma família imaginária privilegiada com beleza e delicadeza que reconhece seu valor como mulher e mãe. Aos poucos, ela começa a perder o controle sobre suas elucubrações.

Isso é o que ela pensa, tragicomédia escrita pelo dramaturgo britânico Alan Ayckbourn, retrata como o desejo frustrado pode se manifestar por meio da criação de uma realidade paralela. Imaginando seres perfeitos, Susan foge da dor de reconhecer que sua vida não corresponde ao que idealizava para si.

As fantasias da protagonista se iniciam depois que ela tropeça em uma pedra em seu jardim – uma oportuna metáfora de suas expectativas que caem por terra. Ao criar uma história que se passa dentro da cabeça de uma mulher, Ayckbourn critica o imaginário social em torno do casamento e da maternidade.

Isso é o que ela pensa. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo. Informações: (11) 3113-3651. Sextas e sábados, às 21 h. Domingos, às 19 h. R$ 6. Até 6 de maio.