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E dai ser for?

Bem-estar em afirmar a própria sexualidade depende do contexto social

outubro de 2012
© Hasloo Group Production/Shutterstock
É compreensível que os pais queiram que seus filhos sejam pessoas saudáveis e realizadas – e, consequentemente, que se preocupem com o tipo de relações amorosas nas quais se envolverão quando adultos. Hoje se sabe, porém, que a orientação sexual não é garantia de sucesso ou felicidade. O que parece fazer diferença, realmente, é a qualidade dos vínculos afetivos que uma pessoa mantém e o quanto se sente confortável com sua capacidade produtiva nas várias áreas da vida. Nesse sentido, a proximidade e o apoio das pessoas queridas se mostram muito mais importantes que a orientação em si. Ou seja: ter lugar nos diferentes grupos de referência (família, trabalho, amigos etc.) fortalece o sentimento de “pertencimento”, fundamental para o bem-estar emocional e até físico.

Em geral, quando alguém se sente aceito como é pelos mais queridos, o eventual enfrentamento de qualquer tipo de discriminação se torna muito menos doloroso. Independentemente do sexo e da idade, cada pessoa faz um balanço inconsciente entre a possível resistência que poderá encontrar em alguns de seus círculos sociais e o apoio que encontrará em outros. Algumas pesquisas recentes sugerem que homens e mulheres que assumem a orientação homoafetiva publicamente apresentam aumento da autoestima e redução do risco de depressão e de suicídio. Mas nem sempre é o que acontece, segundo estudo publicado na Social Psychology and Personality Science. Psicólogos da Universidade de Essex constataram que o bem-estar em afirmar a própria sexualidade depende do contexto social em que a pessoa está inserida. 

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores entrevistaram 161 homossexuais de ambos os sexos e bissexuais com idade entre 18 e 65 anos sobre o nível de bem-estar que sentiram em afirmar sua orientação em cinco círculos sociais: amigos, parentes, colegas, companheiros de escola e comunidades religiosas. Os participantes, recrutados em debates públicos pelos direitos dos homossexuais, em redes sociais e em listas de e-mails de estudantes universitários, responderam aos pesquisadores por meio da internet e de forma anônima. (Da redação).