(Agência Fiocruz de Notícias) – Os jornais noticiaram recentemente o caso de um jovem de 17 anos que teria morrido após consumir ecstasy misturado com bebidas alcoólicas em uma festa rave no Rio de Janeiro. Também foi manchete a prisão de jovens de classe média/alta, alguns estudantes universitários, acusados de fornecer a droga. O ecstasy, sua síntese, uso no Brasil e no exterior, mecanismos de ação, sinais e sintomas da intoxicação, principais complicações e tratamento serão abordados em uma palestra durante o 15° Congresso Brasileiro de Toxicologia, que acontece de 18 a 21 de novembro em Búzios.
A palestra será proferida pela médica Adriana Mello Barotto, do Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT/SC). “Ainda há pouco uso de ecstasy no Brasil, visto que é uma droga cara e seu consumo é feito principalmente pelas classes média e alta”, diz. “No entanto o aumento das apreensões sugere um aumento gradual no uso da substância”.
No final da década de 70 e início dos anos 80, o ecstasy foi empregado como auxiliar psicoterapêutico. Nos Estados Unidos, não era uma droga ilegal até 1985, o que explica seu uso bem mais comum naquele país do que no Brasil. Os primeiros relatos do ecstasy por aqui datam de 1994. “Ele era trazido por pessoas que viajavam para a Europa, particularmente para Amsterdã, e traziam alguns comprimidos que eram distribuídos para um grupo seleto de pessoas e usados em clubes noturnos no Brasil”, conta. |