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Eletroencefalografia pode ajudar a medir controle de emoções

Detectadas no exame, as ondas gama acompanham estados elevados de atenção

maio de 2015
Gláucia Leal
SHUTTERSTOCK

Procurando compreender os mecanismos profundos do controle das emoções, o neurocientista Richard Davidson, professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Wisconsin em Madison, usou eletroencefalografia (EEG) para registrar as ondas cerebrais de oito monges – que tinham de 10 mil a 50 mil horas de meditação – enquanto faziam suas práticas. Os padrões de suas eletroencefalografias (EEGs) foram comparados aos de meditadores novatos que tinham passado por treinamento de apenas uma semana. Resultado: durante a meditação, os monges apresentaram maior porcentagem de ondas gama – padrões velozes, de frequência entre 25 e 42 hertz –, que acompanham estados elevados de atenção. As ocorrências revelaram-se especialmente pronunciadas em regiões do lobo frontal envolvidas no controle das emoções. De acordo com Davidson, a atividade cerebral dos monges está entre as mais intensas já descritas na literatura científica. Chegar a isso, porém, requer esforço: esses parâmetros neuronais expressam a capacidade – exercitada durante anos – dos monges de controlar pensamentos e sentimentos.

 

Leia o texto completo: "Formas mais inteligentes de lidar com a raiva", capa da edição de maio de 2015 de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmentohttp://bit.ly/1DKrwmD

 

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