Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Ensaio registra luta e superação de vítima de AVC

Fotógrafo acompanha dia a dia de ex-professora da Unicamp que, há 13 anos, se comunica apenas com os olhos

dezembro de 2014
© Erik Nardini
Ex-professora do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Lúcia Kopschitz viu sua vida mudar drasticamente há 13 anos, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Ela perdeu todos os movimentos, exceto os oculares. Dependente de cuidados de enfermeiros e parentes, aprendeu a comunicar-se com os olhos usando um esquema de letras dividido em quatro linhas.

Foi através desse código, pelo qual faz anotações e se comunica com a família, que autorizou o fotógrafo Erik Nardini a produzir um sensível ensaio sobre seu dia a dia, com o título O AVC não é o fim. “A ideia foi mostrar que a vida não acaba depois de um AVC. É evidente que as dificuldades para quem sofre o acidente e para seus familiares são inúmeras, mas amor e força de vontade são cruciais para acelerar a recuperação”, diz Nardini, que pesquisou sobre a doença antes de iniciar o projeto. O AVC é a doença que mais mata no Brasil.

Estima-se que faz uma vítima a cada cinco minutos no país.  “Soa infantil, mas digo que avalio este projeto menos como ‘a história de uma vítima de AVC’ e mais como ‘uma história de amor, com alguma coisa de AVC’”, diz o fotógrafo, que pretende identificar outros sobreviventes e levar o projeto adiante. Veja o ensaio completo em eriknardini.com/stroke.

Leia mais

A imitação pode curar
Neurônios-espelho nos permitem simular internamente as ações dos outros. A medicina está interessada nessa propriedade para facilitar a reabilitação de pessoas que sofreram derrame

Tai chi chuan ajuda a recuperar equilíbrio após derrame