|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Notícias |
|
|
| 12 de dezembro de 2007 |
 |
|
| Ensaio sobre a fragilidade |
|
| |
 |
Divulgação |
 |
| Fragilidade. Jean Claude-Carrière. Editora Objetiva-, 2007, 216 págs., R$ 34,90. |
 |
O escritor e roteirista francês Jean-Claude Carrière faz uma profunda reflexão sobre a vulnerabilidade humana e o esforço que fazemos para parecer fortes, invencíveis e até imortais. Em Fragilidade, ele defende a idéia de que a fragilidade aproxima as pessoas e que é preciso aceitá-la para viver melhor.
Segundo o autor, é por meio da percepção de nossas fraquezas que nos tornamos aptos a descobrir a verdadeira força que há em nós e a valorizar a vida que, inevitavelmente, um dia deixaremos para trás.
Conhecido por seus roteiros de cinema, muitos deles em parceria com Luis Buñuel (A bela da tarde e O discreto charme da burguesia), Carrière colaborou com os diretores Philip Kaufman (A insustentável leveza do ser) e Milos Forman (Os fantasmas de Goya, ainda inédito no Brasil). Em Fragilidade, o roteirista está longe da ficção, mas ainda mais próximo da alma humana que dissecou em tantos filmes.
A literatura também o guia por esta empreitada. “Com Shakespeare, Dostoiévski, Corneille, Chateaubriand, Balzac e Proust, entre outros, aprendi aquilo que sem dúvida já sabia: um personagem não pode nos tocar a não ser que nós encontremos nele o que chamamos de vulnerabilidade”, escreve. Também faz associações com eventos recentes relacionados ao terrorismo, à televisão, a catástrofes ambientais, entre outros, para falar da finitude da vida com clareza e elegância que não angustia, ao contrário, é um alívio para nossa arrogância. |
|
|
|
|
|
|
|
|