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Notícias |
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| 03 de dezembro de 2007 |
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| Ensino humanizado |
| Experiências afetivas em sala de aula ajudam adultos a aprender línguas estrangeiras, indica estudo da UnB |
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(Agência UnB de Notícias) − Para um adulto, aprender uma língua estrangeira é bem mais complicado que para uma criança. Foi a partir dessa constatação que a professora de inglês Myriam de Castro e Silva defendeu a dissertação de mestrado A questão da afetividade no processo de ensino/aprendizagem de língua estrangeira (inglês): o que leva ao sucesso ou ao fracasso do aprendiz, no Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução do Instituto de Letras (IL) da Universidade de Brasília (UnB).
Myriam verificou que a afetividade entre alunos e professores é um fator essencial tanto no aprendizado quanto na perseverança dos estudantes. No estudo, orientado pela professora Maria Luisa Ortíz Alvarez, a pesquisadora encarou o termo afetividade como “um estado emocional individual constituído por fatores psicológicos que podem ser positivos ou negativos”. Trocando em miúdos, os professores precisam tratar dos adultos com mais cuidado. Myriam é professora de inglês há dezoito anos e, durante esse tempo, notou que alguns alunos adultos costumam desistir das aulas por causa do tratamento que recebem dos professores. Essa falta de continuidade os impede de mudar de nível. Mas a vontade e, muitas vezes, a necessidade de aprender outra língua faz com que iniciem o curso várias vezes.
“Os adultos têm receio de se expor, ao contrário de crianças. Muitos deles são médicos, psicólogos, advogados, pessoas já formadas e respeitadas. Só que, quando entram na sala de aula, têm que começar do zero”, comenta Myriam. A professora de inglês relata casos de alunos universitários que choraram e o caso de um aluno que desmaiou durante uma avaliação oral, por causa da pressão exercida pelos professores. “O docente precisa identificar os problemas de cada aluno e ajudá-los a superar essas dificuldades. É preciso criar uma atmosfera favorável”, aconselha a pesquisadora. |
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