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Cartas de amor para quem precisa

Iniciativa, que começou com apenas uma pessoa, hoje já conta com outros 20 voluntários

abril de 2013
BrAt82/Shutterstock
A americana Hannah Brencher adquiriu com a mãe o hábito de escrever cartas – desde pequena, espalhava mensagens carinhosas pela casa e, na vida adulta, manteve o gosto por escrever à mão. Quando se mudou do interior dos Estados Unidos para Nova York, encontrou no hobby uma maneira para driblar a solidão que sentia na metrópole: começou criar cartas anônimas nas quais descrevia seus sentimentos e expectativas e a abandonar o papel dobrado em locais públicos, como o metrô, para que estranhos o encontrassem. Algum tempo depois, postou em seu blog pessoal que iria enviar uma carta para quem quisesse e ficou surpresa ao receber dezenas de pedidos de internautas que ela nem mesmo supunha que lessem sua página. 


Hoje, Hannah envia palavras calorosas a desconhecidos de forma sistemática, através do site More love letters (Mais cartas de amor) – com a ajuda de 20 voluntárias, ela recebe diariamente e-mails de pessoas de todo o mundo que gostariam de receber mensagens amorosas ou de indicar um amigo que precisa delas. Mensalmente, aliás, a turma de Hannah envia várias cartas de uma vez para uma pessoa que esteja precisando muito, escolhida entre os depoimentos que recebem diariamente. Agora, pessoas de outros países também podem participar do projeto. Basta se inscrever no site para receber, vez por outra, uma solicitação das coordenadoras para escrever uma carta, acompanhada da história de quem irá recebê-la. Nesse caso, é preciso escrever à mão, em papel bonito e com letra caprichada, e enviar por correio para a equipe, que se encarrega de fazer a mensagem chegar ao destino. Poucas palavras, sinceras e escritas com boa intenção, podem fazer diferença para alguém: www.moreloveletters.com.

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