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Espetáculo aborda com humor decadência da instituição familiar

Peça mostra personagens que são unidos por laços de sangue, mas não se entendem

maio de 2011
Divulgação
Uma família desestruturada descobre que um dos filhos tem aids e que há fósseis de dinossauros no subsolo de sua casa. Esse é o ponto de partida da tragicomédia Pterodátilos, em cartaz em São Paulo: o núcleo formado por indivíduos unidos por laços de sangue, mas que não se entendem, caminha lentamente para o mesmo destino dos antigos répteis sob seus pés – a extinção. A atriz Marina Lima interpreta uma mãe que divide suas preocupações entre visitas ao shopping, o filho doente e o possível casamento da primogênita, Ema, uma virgem de 30 anos, vivida pelo ator Marco Nanini (que faz também o chefe da família, um banqueiro). Personagens cujos sentimentos oscilam entre a individualidade e a vaga impressão de que existem teias invisíveis e ancestrais que os mantêm juntos. “Pterodátilos é uma sessão de análise. Não de um indivíduo, mas da espécie humana”, define o ator Felipe Abib, que interpreta o noivo de Ema.