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Estimular o olfato pode influenciar os sonhos

outubro de 2008
© Icefields | Dreamstime.com
Um estudo divulgado pela American Academy of Otolaryngology (Associação Americana de Otolaringologia) sugere que o cheiro que sentimos enquanto dormimos tem o poder de influenciar o conteúdo dos sonhos. Odores ruins como de ovo podre e agradáveis,como o de rosas, foram usados por pesquisadores alemães para estimular os participantes da pesquisa. Eles gravaram os relatos das impressões que os participantes tiveram dos sonhos assim que eles acordavam. Quando usaram um odor desagradável a “coloração emocional” do sonho foi predominantemente negativa, enquanto, em quase todos os casos, o aroma agradável conferiu aos sonhadores boas lembranças de seus sonhos.

Segundo os pesquisadores, informações específicas sobre as funções olfativas durante o sono só começaram a ser compiladas recentemente e este é o primeiro estudo válido que documenta o impacto da função olfativa nos sonhos. Eles acreditam que o estudo pode contribuir para abrir um campo potencial de intervenção terapêutica com o uso da estimulação olfativa noturna. A influência de fatores ambientais (não só cheiro, mas também iluminação, temperatura, entre outros), no entanto, não é novidade. No clássico A interpretação dos sonhos, de 1899, Sigmund Freud já tratava do tema, considerando que, como “guardião do sono”, o sonho tinha, entre outras, a função de integrar as impressões captadas pelos sentidos e manter a pessoa adormecida, sem se preocupar com elas. Assim, não é difícil sonhar, por exemplo, que estamos num campo gelado quando a coberta escorrega no meio da noite e sentimos os pés frios. Ou que nosso psiquismo nos apresente imagens de belas flores quando aspiramos o perfume de rosas.