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Estudo mostra que sob estresse os opostos se atraem

Os rostos que menos se assemelham ao nosso parecem ser os mais bonitos quando passamos por situações difíceis

março de 2011
© dolly/shutterstock
Ao contrário do que prega o senso comum, ao escolhermos nossos parceiros, quase sempre preferimos pessoas que têm certa semelhança conosco – na formação cultural, social e até na aparência. Porém, um experimento coordenado pela psicóloga Johanna Lass-Hennemann, da Universidade de Trier, na Alemanha, mostrou que uma situação de estresse agudo pode invalidar essa regra. Ou seja, quando estamos sob forte tensão, os rostos mais diferentes do nosso chamam mais a atenção.


Os pesquisadores testaram 50 homens heterossexuais apresentando-lhes tanto fotos eróticas de mulheres quanto cenas neutras. Parte dos rostos havia sido anteriormente manipulada no computador por um software que misturou traços faciais dos participantes ao das modelos. Outras imagens apresentavam elementos de terceiros e havia ainda algumas que foram mantidas sem alterações. Enquanto os voluntários avaliavam a atratividade das pessoas, alguns tiveram de mergulhar seus braços em água gelada e ouviam, simultaneamente, um forte ruído em fones de ouvido. Isso os deixou estressados, como revelaram dados fisiológicos: batimentos cardíacos alterados, variação de nível de cortisol no sangue e da intensidade do reflexo de fechamento da pálpebra. Esse grupo que foi perturbado reagiu de forma mais eufórica às modelos cujos traços faciais não se assemelhavam aos seus próprios. Já os que estavam relaxados se sentiram mais atraídos por aquelas que apresentavam traços similares aos deles. Essas preferências podem ser esclarecidas pela psicologia da evolução: voltar-se para parceiros não semelhantes reforçaria a mistura do material genético, levando assim ao nascimento de descendentes mais bem preparados para enfrentar condições de vida difíceis.