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Experiências compartilhadas são mais intensas

Tanto vivências boas como ruins são percebidas de outra maneira quando temos companhia, mesmo a de estranhos

outubro de 2014
Ruslan Guzov/Shutterstock
Compartilhar experiências, como assistir a um filme no cinema e observar obras de arte num museu – ainda que seja na companhia de um estranho e em silêncio –, pode intensificar o que sentimos e percebemos, sugere estudo da Universidade Yale.

A psicóloga Erica Boothby e seus colegas selecionaram 23 universitárias e disseram a elas que fariam algumas atividades em pares, como degustar doces e folhear revistas. Não sabiam, porém, que o par era uma pesquisadora disfarçada. Esta recebeu um livro de arte e um pedaço de chocolate e a voluntária, duas barras do doce – que, embora tivessem sido apresentadas como diferentes, eram do mesmo tamanho e com a mesma proporção de cacau, 70%.

As estudantes relataram apreciar mais o chocolate que provaram ao mesmo tempo que a “colega” do que aquele que comeram enquanto a outra prestava mais atenção no livro. Em um experimento similar, os pesquisadores investigaram os efeitos sobre experiências desagradáveis e observaram que a insatisfação também é maior quando dividimos momentos incômodos com outras pessoas.

“Quando pensamos em compartilhar, geralmente nos lembramos de pessoas próximas, como amigos e familiares. O que temos dificuldade de perceber é que somos mais influenciados do que nos damos conta pelos que estão ao redor, mesmo por aqueles com quem nem sequer conversamos”, afirma Erica. Os resultados foram publicados na Psychological Science.

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