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Expressão "fofa" ajudou cães a se aproximar de humanos

Cachorros modernos herdaram característica de lobos que, através dessa feição, eram mais aceitos entre os homens

março de 2014
Shutterstock
Fotografias de filhotes de animais domésticos despertam reações no cérebro humano: estudos mostram que elas desencadeiam emoções positivas, de ternura e proteção, de maneira equivalente a imagens de bebês. Agora, um trabalho divulgado na Plos One sugere que a habilidade de fazer carinhas “fofas” foi crucial para aproximar homens e cães no passado. 

Cientistas da Universidade de Portsmouth, onde existe um centro de pesquisa exclusivo de comportamento canino, monitoraram os movimentos oculares e faciais de 27 filhotes disponíveis para adoção e observaram que os bichinhos que faziam com mais frequência expressões semelhantes à da imagem ao lado – isto é, levantam os músculos da testa e fazem os olhos parecer maiores, como crianças – foram escolhidos pelos novos donos com mais rapidez. Segundo os autores, essa preferência é certamente muito antiga: lobos que reproduziam essa feição tinham mais chances de ser aceitos entre os humanos, de maneira que os cachorros modernos herdaram essa característica. “É possível que os movimentos faciais dos cães tenham evoluído em resposta à preferência humana por aspectos infantis”, diz a psicóloga Bridget Waller, co-autora do estudo.