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Notícias

Faro para convulsões

março de 2007
Alguns cães são capazes de detectar estímulos ambientais que deflagram crises convulsivas no seu dono
A capacidade de o cão prever ataques epiléticos de seu dono, embora relatada por diversos neurologistas, nunca havia sido testada experimentalmente. Não obstante, cresce nos Estados Unidos o número de serviços que oferecem cães treinados para pacientes epiléticos. Dois estudos publicados na Neurology esclarecem que alguns cachorros podem realmente detectar condições que deflagram convulsões no dono; no entanto, trata-se de convulsões psicogênicas e não epiléticas. A diferença é que nas primeiras não há alterações significativas no eletroencefalograma (EEG), como ocorre na segunda. Os ataques psicogênicos são considerados uma somatização deflagrada por estímulos externos. Segundo os pesquisadores, os cães são capazes de aprender que, sob determinadas condições ambientais, os pacientes reagem com um ataque convulsivo. "Embora possa ser útil durante uma crise, especialmente se estiverem sozinhas, as pessoas com ataques psicogênicos precisam de avaliação psiquiátrica e não de um cachorro", adverte Michael Doherty, do Centro Sueco de Epilepsia, em Seattle.