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Divulgação |
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| Em três estudos simultâneos, publicados pelas revistas Nature Genetics e New England Journal of Medicine, grupos de cientistas de diversos países identificam que pessoas com variantes de um gene específico correm mais risco de ter a doença |
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(Agência Fapesp) – Grupos de cientistas de diversos países acabam de anunciar a descoberta de fatores genéticos associados com a esclerose múltipla, em trabalhos cujos resultados sugerem uma possível relação entre essa e outras doenças auto-imunes.
Os resultados estão sendo publicados simultaneamente pelas revistas Nature Genetics e New England Journal of Medicine. Tratam-se dos primeiros estudos amplos a investigar as bases genéticas da esclerose múltipla, doença do sistema nervoso central que pode levar à paralisia completa. Inflamatória, crônica e degenerativa, é considerada uma doença auto-imune, que se manifesta a partir da combinação de fatores genéticos e ambientais.
As novas pesquisas, que analisaram amostras do DNA de mais de 20 mil pessoas nos Estados Unidos e na Europa, confirmaram que genes do sistema imunológico são alterados em indivíduos diagnosticados com esclerose múltipla e destacaram mecanismos potenciais causadores da doença. Em um dos estudos, o grupo coordenado pelo norte-americano Jonathan Haines, do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, verificou que variantes no gene IL7R (receptor de interleucina 7) eram muito mais comuns em indivíduos com esclerose múltipla. |