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Livro aborda a relação de Freud com a cocaína

Obra discute a produção científica do pai da psicanálise sobre a droga e traça histórico de psicoativos por pesquisadores e artistas

junho de 2014
Divulgação
Como muitas substâncias psicoativas, a cocaína já foi a grande promessa da indústria farmacêutica. Em Freud e a cocaína, o escritor David Cohen aborda o consumo da droga pelo criador da psicanálise. Na ocasião, antes que a coca fosse relegada ao desprestigiado grupo das drogas ilegais, ele acreditava que a substância tinha potencial terapêutico. Dividido, segundo o autor, em partes “histórica” e “polêmica”, o livro discute a produção científica de Freud sobre a cocaína e traça um rico histórico do uso científico de drogas, citando experiências de artistas como o escritor Aldous Huxley e cientistas como Alfred Hoffman, primeiro a sintetizar o LSD. Na parte polêmica, Cohen questiona o que chama de “figura oficial” de Freud, que, por conta de uma infância conturbada, teria se tornado forte candidato à dependência química, e atribui à cocaína um importante papel no desenvolvimento da obra freudiana. Segundo Cohen, os experimentos de Freud com a cocaína tiveram grande influência no livro A interpretação dos sonhos e se desdobram até hoje na percepção social, cultural e médica da droga.

Freud e a cocaína. David Cohen. Record, 2014. 364 págs. R$ 50,00