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Freud e as massas: o indivíduo na multidão

O psicanalista Ricardo Goldenberg analisa conceitos elaborados por Freud, como instinto de horda, junto a referências da cultura pop, como Blade runner e os Beatles

janeiro de 2015
Divulgação
No final do século 19, o francês Gustave Le Bon escreveu Psicologia das massas. Em um momento histórico de industrialização, êxodo rural e superpopulação urbana em condições insalubres, Le Bon defende na obra que a multidão não se organiza de forma caótica: longe disso, possui uma estrutura própria de funcionamento, e bastaria conhecê-la para controlá-la.

O psicanalista Ricardo Goldenberg faz uma interlocução entre as teorias de Freud e Le Bon em Psicologia das massas e análise do eu,volume da coleção Para ler Freud, que propõe apresentar o pensamento do criador da psicanálise em linguagem acessível público leigo.

Nesse sentido, Goldenberg analisa conceitos elaborados por Freud, como instinto de horda, que levaria os seres humanos a se agruparem. A horda, porém, precisa de um líder capaz de rebaixar o espírito crítico das massas e ocupar o lugar do ideal do eu, ou o supereu para os liderados. Goldenberg explora diversas referências da cultura pop, como o escritor Paulo Coelho, o filme Blade runner e os Beatles.

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