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Ganhadora do Nobel completa 100 anos

abril de 2009
© Michael Frank/Divulgação
Hoje, a neurologista italiana Rita Levi-Montalcini, Nobel de Fisiologia e Medicina completa um século. Em 1986 ela recebeu o prêmio pela confirmação da existência do Nerve Grouth Factor (NGF) – fator do crescimento dos nervos. A descoberta foi feita em parte no Brasil, nos laboratórios do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De família judia, nascida em Turin, na Itália, em 22 de abril de 1909, Rita teve a trajetória marcada por grandes descobertas que mudaram os rumos da neurologia mundial. Apaixonada por investigação seja nos laboratórios ou na ficção – Rita é fã dos livros de Agatha Christie – a médica dedicou-se aos estudos e a descobertas e passou parte de sua vida dentro de laboratórios pesquisando células. Aos 22 anos, contrariando os desejos paternos de que casar e ter filhos, Rita decidiu estudar medicina, graduando-se em 1936.

Durante a Segunda Guerra, a cientista escondeu-se no seu quarto, onde improvisou um laboratório, mas quando a perseguição contra os judeus estendeu-se para a Itália, ela e a família partiram de Turim para Florença. Em 1951, mudou-se para os Estados Unidos para se dedicar a pesquisa e observar o desenvolvimento dos nervos em embriões de galinha. Em 1953, a entusiasmada pesquisadora foi convidada por Carlos Chagas Filho para trabalhar no Rio de Janeiro. Chegou ao Brasil trazendo, além da bagagem, dois ratos com tumores no bolso do casaco. Aos 100 anos, a cientista continua lúcida e trabalhando. Atualmente é presidente honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla. Desde 1989 ela mora com sua irmã gêmea, a pintora Paola.