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Garotos agressivos tendem a desenvolver maior força

Pesquisa publicada no Psychological Science relaciona traços de personalidade à expressão de características físicas

março de 2015
SHUTTERSTOCK
É na adolescência que as características que diferenciam o corpo feminino e o masculino se tornam mais pronunciadas. Agora, uma pesquisa publicada no Psychological Science relaciona traços de personalidade à expressão de alguns aspectos físicos.

O psicólogo Joshua Isen e sua equipe da Universidade de Minnesota colheram dados de duas grandes amostras do Estudo sobre gêmeos e família de Minnesota e atentaram para as relações entre nível de agressividade e força física de um grupo de jovens aos 11, 14 e 17 anos. As tendências agressivas antissociais foram avaliadas por meio de autorrelato e avaliação dos professores. Já o potencial muscular foi estimado pelo dinamômetro, um aparelho para mensurar força.

Os dados revelaram que meninos de 11 apresentam força semelhante, independentemente do grau de agressividade. Ao longo do tempo, porém, os dados mudam. Os considerados mais violentos passaram a ficar mais robustos na adolescência em comparação com os menos agressivos, algo que não pôde ser atribuído ao peso ou à altura, um dado contabilizado pelos pesquisadores na análise. Os cientistas não observaram essa relação entre as meninas.

O psicólogo sugere algumas hipóteses. “Talvez, a força e os traços agressivos antissociais sejam mediados por alterações em níveis hormonais, da infância à adolescência. Não podemos descartar também que os mais violentos tenham maior tendência a se envolver, durante o desenvolvimento, em atividades que favorecem o ganho muscular.”

“Embora muita coisa esteja prevista biologicamente, a grande vantagem do homem sobre as outras espécies é sua capacidade de ser moldado pela relação com o outro, com a sua própria história e com a cultura”, comenta Isen.

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