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Genética para prevenir aneurisma cerebral

janeiro de 2009
DIVULGAÇÃO
Artéria dilatada: propensão pode ser hereditária
Vasculhando o genoma de cerca de 8 mil pacientes no Japão, Holanda e Finlândia, pesquisadores americanos conseguiram identificar variações genéticas que aumentam significativamente o risco de ruptura de aneurismas cerebrais, um tipo de acidente vascular que afeta cerca de 500 mil pessoas no mundo todos os anos, levando à morte até um terço delas e deixando boa parte do restante com seqüelas graves.

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de uma artéria que irriga o sistema nervoso. Muitas pessoas nascem com o problema ou o desenvolvem muito cedo, mas sua ruptura é mais comum entre a quarta e a quinta década de vida. Embora se saiba que há uma forte tendência hereditária, os meios diagnósticos atuais raramente conseguem preveni-lo.

O estudo publicado na revista Nature Genetics revela três segmentos de cromossomos onde se localizam as variações genéticas responsáveis por essa susceptibilidade familiar. Os autores esperam que os resultados ajudem no desenvolvimento de testes genéticos que identifiquem os indivíduos mais propensos, de modo que se possa prevenir ou pelo menos diminuir o risco de sua ocorrência.