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Idosos compulsivos demoram para buscar tratamento

Pacientes mais velhos apresentam quadro clínico menos grave que os mais jovens e podem responder melhor a terapia

junho de 2010
©MICHAEL WESTHOFF/ISTOCKPHOTO
Pessoas com mais de 60 anos com compulsão por jogos tendem a demorar mais tempo para buscar ajuda especializada. Em contrapartida, elas geralmente apresentam quadro clínico menos grave que os mais jovens e podem responder melhor ao tratamento. A conclusão é de uma pesquisa feita no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC/USP) pela psicóloga Cecília Galetti.

O estudo apontou ainda diferenças de gênero no perfil dos compulsivos: os homens tendem a começar a jogar antes dos 30 anos, enquanto as mulheres, por volta dos 50. Em ambos os casos, a busca pelo tratamento só aconteceu depois dos 60 anos. Comparados aos pacientes jovens, os idosos que participaram da pesquisa tinham menor grau de instrução, melhor condição socioeconômica e, em geral, moravam sozinhos. Os dois jogos eletrônicos preferidos, em qualquer faixa etária, são videobingo e máquinas caça-níqueis.
Além do quadro clínico menos grave, o desenvolvimento da compulsão por jogos é mais lento nos idosos, segundo a psicóloga. “Isso indica que eles podem responder melhor ao tratamento”, afirma Cecília. “Ao mesmo tempo, há a possibilidade de se tornarem agentes multiplicadores, alertando uns aos outros, o que aumentaria o número de pessoas que procuram atendimento.”