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Ilusões ópticas na Casa Daros

Com 50 obras em exposição, a mostra faz refletir sobre a diferença entre o que vemos e o que é real

janeiro de 2015
Divulgação

Parece um provador de roupas como qualquer outro, um pequeno espaço com cortina e espelho. Mas o visitante que não resiste à tentação de tentar tocar seu reflexo se surpreende ao perceber que é possível atravessar a moldura e cair dentro de outra cabine, num processo que parece interminável. A obra Provadores (2008) é na verdade uma fileira de portas com um espelho na parede ao fundo. A proposta de reflexão é clara: o que vemos nem sempre corresponde à realidade. Basta uma perspectiva diferente para que uma situação adquira novos aspectos.

A instalação do argentino Leandro Erlich é uma das 50 ilusões ópticas que ocupam o primeiro andar da Casa Daros, no Rio de Janeiro. Composta de trabalhos de artistas latino-americanos pertencentes à Coleção Daros Latinamerica, de Zurique, a mostra Ilusões evidencia, nas palavras do curador Hans-Michael Herzog, o “autoengano”. “Nossa vida está cheia de ilusões. Só que nem sempre gostamos de admitir que seja assim. Preferimos nos agarrar ao conceito de realidade”, comenta.

Entre as obras, vídeos, instalações, desenhos e fotografias. Um dos destaques é 16 m (2010), da dupla cubana Los Carpinteros: uma arara com 200 ternos impecáveis, mas todos com um furo no mesmo lugar; enfileirados, formam um buraco de 16 metros de longitude. Outro, as gravuras da argentina Liliana Porter, como Prego (1972), na qual se pode confundir um prego impresso com um real.

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