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Agência Fapesp |
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| Para Eduardo Ottoni, da USP, especialista em comportamento de primatas, pesquisa em cognição animal ainda necessita de desenvolvimento metodológico e conceitual. Não temos nenhum consenso sobre a transmissão cultural entre animais, diz |
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(Agência Fapesp) – Quando macacos-pregos adultos, cercados por outros mais jovens, usam pedras para quebrar coquinhos, trata-se de transmissão de conhecimento? Se os macacos mais habilidosos são os preferidos dos mais jovens, pode-se inferir que eles buscam o melhor aprendizado, ou estão apenas ao lado dos que produzem mais para se alimentar das sobras?
Questões como essas indicam que, embora venha avançando rapidamente nos últimos anos, a pesquisa em cognição animal ainda apresenta lacunas em alguns pontos.
“Acho que as prioridades de pesquisa nessa área são de ordem metodológica e conceitual. Ainda não desenvolvemos um método passível de comprovação e não temos consenso quando falamos em cultura de animais, imitação ou tradições”, disse Eduardo Ottoni, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
Ottoni participa do 12º Congresso Brasileiro de Primatologia, em Belo Horizonte, onde apresentou, nesta quarta-feira (25/7), a palestra “Prioridades de pesquisa em cognição de primatas”. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Primatologia. Segundo ele, os estudos na área começaram no Brasil pouco depois de 1950, com observação das capacidades cognitivas individuais de animais em cativeiro. Não havia conhecimento das espécies em seu hábitat e as hipóteses sobre as origens sociais da inteligência primata eram procuradas nas raízes da cognição humana. |