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Japoneses comprovam eficácia do "efeito fofura"

Mais que provocar emoções positivas, imagens de bichinhos despertam instinto protetor que deixa as pessoas mais atenciosas e cuidadosas, o que se manifesta nos níveis cognitivo e motor aumentando o foco

janeiro de 2017
SHUTTERSTOCK

Quer manter o foco? Bichinhos fofos podem ajudá-lo a realizar esse objetivo. É o que garante um grupo de cientistas japoneses. Pesquisadores da Universidade de Hiroshima pediram a 50 estudantes que desempenhassem tarefas que exigiam atenção, como participar de um jogo infantil bastante popular no Japão, que consiste em movimentar pequenos objetos com uma pinça sem deixá-los cair. Os jovens foram divididos em dois grupos e apenas os integrantes do primeiro viram fotos de bichinhos antes do início da atividade. 

Os cientistas constataram que os voluntários que observaram as imagens demonstraram muito mais foco e minúcia que os colegas da outra equipe. Segundo os autores do estudo, publicado no periódico científico PloS One, mais que provocar emoções positivas, essas imagens despertam uma espécie de instinto protetor, o que deixa as pessoas mais atenciosas e cuidadosas de forma geral, e isso se manifesta nos níveis cognitivo e motor. “É possível que o aumento da sensibilidade estimule movimentos mais suaves e precisos”, diz o coordenador da pesquisa, Hiroshi Nittono. O processo mental pode ser comparado ao do motorista que tende a ser mais cuidadoso quando está com uma criança no carro. 

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de janeiro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2ifJfyD 

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