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Jogos da sedução

Maria Fernanda Cândido vive uma mulher que controla todos ao seu redor

dezembro de 2010
joão caldas/ divulgação
Manipulação, perda da inocência e traição. É da complexidade das relações humanas e dos jogos de poder que trata Ligações perigosas, escrita em 1782, pelo francês Choderlos de Laclos (1741-1803). A história se passa no século 18 antes da Revolução Francesa, mas a temática é contemporânea: aborda a crise de valores e princípios. Antecipando ideias que Freud só viria a escrever mais de um século depois, Laclos inspirou-se no romance Júlia ou A nova Heloísa (1761) de Jean-Jacques Rousseau. O autor trata de costumes, religião, educação feminina, casamento e sexualidade. A versão brasileira para a história está em cartaz em São Paulo e tem Maria Fernanda Cândido como a Marquesa de Merteuil. A vilã pede a seu ex-amante Visconde de Valmont “o favor” de seduzir a filha de sua amiga Madame de Volanges para se vingar de um antigo amante que pretende se casar com a jovem. “A maldade machucar o outro. A perversidade está mais relacionada a um certo prazer que sentimos ao manipular e dominar alguém. No caso de Madame Merteuil, além de má ela também é perversa”, comenta Maria Fernanda Cândido.


Ligações perigosas teve inúmeras adaptações para o teatro e o cinema, as mais famosas dirigidas por Roger Vadim (1959), Stephen Frears (1988) e Milos Forman (1989).