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Justiça e saúde mental

Livro Neuropsicologia Forense esclarece as relações entre distúrbios psicológicos e riscos de infrações

fevereiro de 2015
Divulgação

Quando há possibilidade de uma ação ilegal ser consequência de uma disfunção cerebral, a Justiça precisa recorrer aos conhecimentos na área de saúde mental. Neuropsicologia forense discute como a neuropsicologia, área que estuda a relação entre a estrutura do cérebro e o comportamento, pode contribuir para esclarecer questões legais relacionadas à capacidade de entendimento e de autodeterminação de um indivíduo. A obra percorre as origens desse campo do conhecimento e apresenta noções básicas de direito para a perícia em saúde mental. Na segunda e terceira partes, caracteriza funções psicológicas como atenção, memória e linguagem e relaciona alterações funcionais a implicações forenses. Alguns quadros neuropsiquiátricos são mais detalhados, como a esquizofrenia, na qual o paciente pode realmente se envolver em situações criminais importantes durante uma crise. O livro aborda ainda aspectos éticos e cenários específicos da profissão, como a avaliação neuropsicológica de menores infratores e a investigação de casos de simulação de déficits cognitivos, nos quais é preciso confirmar se os sintomas relatados são reais ou inventados em uma tentativa de esquivar-se ou beneficiar-se em um processo jurídico

 

Neuropsicologia forense.
Antonio de Pádua Serafim e Fabiana Saffi (orgs.). Artmed, 2015. 288 págs. R$ 94,00.

 

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