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Linhas que separam estabilidade e movimento

Em cartaz exposição de obras brasileiras produzidas com base na cinestesia

novembro de 2010
divulgação/tomie otake
A tensão entre estabilidade e movimento é o tema da exposição Ponto de equilíbrio, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. As obras são produzidas com base na cinestesia. Em psicologia este conceito está associado à sensação de deslocamento do corpo em relação ao ambiente. A expectativa de compreender o movimento e deixar-se impulsionar por ele transparece como um grande desafio vivenciado pelo observador que, conscientemente ou não, necessita relacionar-se com a diversidade do espaço. A todo instante é preciso conciliar informações sobre características, volume e qualidades de planos, cores e volumes.


A mostra que reúne obras de 35 artistas brasileiros e tem curadoria de Agnaldo Farias – o mesmo da Bienal – e Jacobo Crivelli Visconti integra o Polo Cultural da 29a Bienal de São Paulo. O equilíbrio que as obras atingem é provisório. Trata-se de instabilidade. Essa palavra resume a situação de tensão, talvez até de paradoxo, que a exposição quer identificar. Uma das obras que mais flerta com a arte cinética é Cinco planetas e algumas luas (foto), de Caetano de Almeida. Artistas como André Komatsu, Angelo Venosa, Caetano Dias, José Bechara, Sergio Sister, Tony Camargo, ¬Tunga e Waltercio Caldas também participam da mostra.